Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,0635 -0,98%
PTAX Venda (12/06) R$ 5,0827 -1,26%
EUR/BRL Spot R$ 5,8795 -0,58%
DXY (Global) 99,50 pts -0,26%

A última sessão encerrou com uma expressiva valorização do Real, impulsionada pelo anúncio de um acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã que reduziu drasticamente o prêmio de risco global. O dólar spot fechou em R$ 5,0635, acumulando uma queda de quase 1%, enquanto a PTAX de venda recuou para R$ 5,0827. Este movimento de descompressão foi acompanhado pelo índice DXY, que encerrou abaixo dos 100 pontos pela primeira vez em semanas, e por uma retração no Euro frente ao Real. Para o importador, o cenário atual desenha uma das melhores janelas técnicas dos últimos meses para a liquidação de obrigações em aberto e fechamento de câmbio pronto. A quebra da barreira psicológica de R$ 5,10 no spot sinaliza que o mercado está limpando as posições defensivas, permitindo uma redução direta no custo médio de nacionalização. Ação recomendada: Aproveite a liquidez desta abertura para travar remessas de curto prazo; o suporte em R$ 5,05 é forte, mas o fôlego vendedor pode ser testado caso a agenda doméstica traga ruídos.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent 83,09 US$/bl -4,86%
Diesel (Internacional) 3,26 US$/gal -4,13%
Gás Natural 3,03 US$/MMBtu -2,88%
Ouro 4.359,20 US$/oz +3,42%

O complexo de energia registrou um fechamento de forte queda na última sessão, com o petróleo Brent despencando 4,86% após a sinalização de normalização das rotas no Oriente Médio. Este é o dado mais relevante para o planejamento logístico do mês: a redução drástica no preço do barril e do diesel (-4,13%) deve proporcionar um alívio imediato nas negociações de Bunker Surcharge e custos de frete marítimo, que vinham pressionados pelo risco geopolítico. O gás natural acompanhou o movimento, favorecendo a redução de custos industriais na origem, especialmente para quem importa insumos químicos e plásticos da Ásia e Europa. Por outro lado, a alta de 3,42% no ouro indica que, apesar do alívio energético, o mercado ainda busca proteção contra as tensões comerciais que devem dominar a cúpula do G7. O que fazer: Gestores de comércio exterior devem acionar seus agentes de carga para revisar as tabelas de sobretaxa de combustível para os embarques da segunda quinzena.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
SELIC (Meta) 14,50% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,49% +0,54%
VIX (Índice do Medo) 16,79 pts -5,03%

O ambiente de risco global encerrou a última sessão com uma melhora significativa no humor dos investidores, refletida na queda de 5,03% do índice VIX. A estabilização abaixo dos 20 pontos indica que a volatilidade extrema deu lugar a um posicionamento mais racional. No Brasil, a Selic encerrou o dia mantida em 14,50%, mas a curva de juros futura já precifica agressivamente um possível corte para 14,25% na próxima decisão do Copom. O rendimento das Treasuries de 10 anos avançou levemente para 4,49%, o que mantém o custo do financiamento externo em níveis de atenção, mas ainda suportável. Visão para o CFO: O recuo do VIX combinado com a estabilidade da Selic sugere um momento propício para a estruturação de operações de longo prazo, como o FINIMP, aproveitando o diferencial de taxas que sustenta o Real antes que a eventual redução dos juros domésticos diminua a atratividade da nossa moeda para o carry trade.


Notícias do Dia

  • Preços do petróleo registram forte queda — Acordo diplomático entre Irã e Estados Unidos reduz o prêmio de risco geopolítico e alivia custos de energia global. Fonte ↗
  • Copom inicia reuniões sob expectativa de corte — Mercado projeta redução da taxa Selic para 14,25%, o que pode alterar o custo do hedge cambial doméstico. Fonte ↗
  • Alerta de reajuste em hardware e componentes — Analistas indicam que preços de eletrônicos ainda não atingiram o teto devido à escassez de insumos na Ásia. Fonte ↗
  • Modernização de sistemas para Reforma Tributária — Empresas enfrentam prazos rigorosos para adaptar processos fiscais e garantir a recuperação de créditos de importação. Fonte ↗
  • Cúpula do G7 discute tarifas de 25% — Tensões comerciais entre Brasil e EUA sobre impostos de importação são o foco do encontro bilateral.
  • Canal do Panamá ganha alternativa no México — O Corredor Interoceânico de Tehuantepec surge como rota terrestre para ligar o Pacífico ao Atlântico. Fonte ↗
  • Reabertura total do Estreito de Ormuz — Normalização do fluxo promete estabilizar custos de frete marítimo e seguro de carga internacional.
  • Trump ameaça vinhos franceses com tarifa de 100% — Novo movimento protecionista pode gerar excesso de oferta e oportunidades de preço para importadores brasileiros. Fonte ↗
  • Fim da isenção para remessas e impacto do IVA — Entrada em vigor das novas regras tributárias altera radicalmente o custo de amostras e courier internacional. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Gestão de Caixa: A queda do dólar spot para R$ 5,06 oferece uma janela estratégica para antecipar a liquidação de faturas em aberto e reduzir o custo médio de importação do trimestre.

  • Negociação de Frete: O recuo acentuado do Brent e do diesel internacional permite que gestores de logística renegociem tabelas de frete e exijam a redução imediata de sobretaxas de combustível (Bunker).

  • Planejamento de Compras: A expectativa de reajuste contínuo em hardware na Ásia recomenda a antecipação de pedidos de compra (POs) de bens de capital para evitar novos picos de preço na origem.

  • Logística Alternativa: A viabilização do corredor interoceânico no México surge como uma rota estratégica para contornar gargalos históricos no Canal do Panamá e reduzir lead times vindos do Pacífico.

  • Custo Aduaneiro: As mudanças tributárias em remessas internacionais e o fim da isenção exigem a revisão imediata do fluxo de caixa destinado ao desenvolvimento de protótipos e recebimento de amostras.


Bastidores do Mercado

  • No bastidor, fala-se que o Supremo Tribunal Federal está articulando uma ofensiva regulatória para limitar os benefícios fiscais de fundos exclusivos da Faria Lima, sinalizando tempos difíceis para gestoras de grandes fortunas.
  • Mesa de operações comenta que a Amazon está muito próxima de viabilizar um investimento bilionário para converter um aeroporto brasileiro em seu principal hub de distribuição regional, o que deve remodelar a logística de e-commerce no país.

Agenda Econômica

  • 08:25 | Brasil | Relatório Focus — relevância média
  • 09:00 | Brasil | IPCA-15 mensal — relevância alta
  • 15:00 | EUA | Orçamento Federal Mensal — relevância média

A perspectiva para esta abertura é de manutenção do otimismo gerado pelo alívio geopolítico entre Estados Unidos e Irã, o que deve manter o dólar testando os suportes atuais. O foco do mercado doméstico se desloca agora para a sinalização do Copom sobre a trajetória da Selic, enquanto no cenário externo as atenções se voltam para os desdobramentos comerciais da cúpula do G7. Operacionalmente, a queda nos preços das commodities energéticas é o fato mais relevante para a gestão de custos de transporte, permitindo uma revisão nas margens logísticas. Recomendamos monitorar o comportamento do câmbio nas primeiras horas de pregão para aproveitar a liquidez gerada pelo recuo da PTAX na sessão anterior.

Bom dia e bons negócios.


Podcast

Morning Call Codexa

O briefing diário de inteligência de mercado para quem opera no comércio exterior. Ouça no Spotify, Apple Podcasts e demais plataformas.

Ouvir no Spotify

Reply

Avatar

or to participate

Continue lendo