Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,0761 -0,23%
PTAX Venda (15/07) R$ 5,0727 -0,03%
EUR/BRL Spot R$ 5,8166 +0,16%
DXY (Global USD) 100,58 pts +0,08%

O encerramento da última sessão consolidou a resiliência do Real frente ao cenário internacional. Ontem, o dólar spot fechou em queda de 0,23% a R$ 5,0761, conseguindo ignorar o fortalecimento marginal da moeda americana no exterior, representado pela alta de 0,08% no índice DXY. Este movimento foi sustentado por um fluxo cambial robusto — o Banco Central revelou que a entrada líquida de dólares superou US$ 1 bilhão na última semana. Para o gestor de comércio exterior, a PTAX de venda encerrando em R$ 5,0727 oferece um patamar técnico favorável para a liquidação de obrigações imediatas. No entanto, a leve valorização do Euro (+0,16%) exige atenção para quem possui faturas em moeda europeia, indicando que a força do Real ainda é mais concentrada contra a divisa norte-americana.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent US$ 84,73/barril -0,26%
Diesel Internacional US$ 3,87/galão -2,06%
Ouro US$ 4.034,30/oz -0,24%
Gás Natural US$ 2,92/MMBtu -0,14%

O complexo de energia apresentou um encerramento marcado por um alívio expressivo no preço do diesel internacional, que caiu 2,06% ontem. Este recuo, que acompanhou a leve retração do petróleo Brent (-0,26%), é um sinalizador vital para a gestão logística, sugerindo uma possível descompressão nas sobretaxas de combustível (fuel surcharge) no curto prazo. No Brasil, o subsídio de R$ 330 milhões aprovado ontem pela Câmara para a importação de GLP deve atuar como um limitador para repasses inflacionários na cadeia petroquímica e no frete rodoviário doméstico. O fechamento do ouro e do gás natural em território negativo reflete uma redução pontual na aversão ao risco, embora o cenário geopolítico ainda exija vigilância.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
Selic 14,25% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,54% -0,87%
VIX (Volatilidade) 16,04 pts +2,36%

O ambiente de risco global teve um encerramento pautado por sinais mistos. Por um lado, a queda nos rendimentos das Treasuries de 10 anos (-0,87%) para 4,54% reduz o custo de oportunidade mundial e favorece o financiamento externo. Por outro, o índice VIX subiu 2,36%, encerrando em 16,04 pontos, sinalizando que os investidores permanecem em estado de alerta devido às crescentes incertezas comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic mantida em 14,25%, o carrego da moeda brasileira continua atraente para investidores estrangeiros, mas o aumento da volatilidade sugere cautela na contratação de linhas de crédito externas de longo prazo. Para diretores financeiros, o cenário recomenda priorizar operações curtas e táticas, como o FINIMP e a antecipação de recebíveis, para proteger o fluxo de caixa contra oscilações repentinas.


Notícias do Dia

  • Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos da nova tarifa de 25% — A confirmação da alíquota exige que exportadores auditem urgentemente a lista para validar a competitividade de seus produtos. Fonte ↗
  • Tarifaço dos EUA: governo brasileiro vai acionar Lei de Reciprocidade — O governo brasileiro sinaliza que aplicará tarifas equivalentes a produtos vindos dos EUA, o que encarecerá a importação de insumos americanos. Fonte ↗
  • Governo federal institui o Programa Brasil Semicondutores e amplia incentivos — Novos incentivos fiscais e financeiros reduzem o custo de nacionalização de componentes de alta tecnologia. Fonte ↗
  • PM dá soco em caminhoneiro durante protesto no Porto de Santos — O agravamento do conflito sinaliza que a paralisação logística não terá resolução rápida e pode escalar.
  • Stablecoins Podem Virar o Pix dos Pagamentos Globais? — O uso de moedas digitais para remessas corporativas ganha força como alternativa ao sistema SWIFT tradicional. Fonte ↗
  • Fluxo cambial total de 6 a 10 de julho é positivo em US$ 1,012 bilhão — A entrada líquida robusta de dólares provê suporte técnico para a cotação do Real em patamares favoráveis. Fonte ↗
  • A guerra dos portos: o terminal bilionário de SC que desafia Santos — Novos investimentos em infraestrutura portuária em Santa Catarina oferecem alternativas competitivas para cargas do Sudeste. Fonte ↗
  • Câmara aprova R$ 330 milhões para subvenção de importação de GLP — A liberação de recursos para subsidiar o custo do gás reduz a pressão inflacionária sobre a cadeia industrial. Fonte ↗
  • EUA impõem sanções contra grupos que fornecem armas ao Irã — O endurecimento das sanções aumenta o rigor do compliance bancário internacional para transações no Oriente Médio. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Custo USA: A iminente Lei de Reciprocidade brasileira aumentará o custo de nacionalização de insumos vindos dos EUA, recomendando a diversificação urgente para fornecedores asiáticos ou europeus.

  • Incentivo Tech: Os novos incentivos do Programa Brasil Semicondutores permitem que importadores de tecnologia reduzam a carga tributária em projetos de infraestrutura digital e automação.

  • Contingência Portuária: O agravamento do bloqueio em Santos eleva o risco de demurrage e obriga o redirecionamento estratégico de cargas para os portos competitivos de Santa Catarina.

  • Pagamentos: A ascensão das stablecoins corporativas oferece uma janela para reduzir spreads bancários e tempo de liquidação em remessas internacionais fora do canal SWIFT.

  • Compliance: O endurecimento das sanções americanas exige que o financeiro valide a origem de todos os parceiros logísticos para evitar bloqueios preventivos em transações globais.


Bastidores do Mercado

  • Comentam nos corredores que a promoção de Livia Chanes para CEO da América Latina no Nubank é a cartada de David Vélez para unificar o comando e tentar replicar a rentabilidade do mercado brasileiro nas operações do México e da Colômbia.
  • Ficou no radar das áreas de compliance que o Rioprevidência está contra a parede para explicar ao TCE aportes de R$ 118 milhões em instituições financeiras não cadastradas; o bastidor é de apreensão sobre o tamanho do buraco na governança e o risco de contágio reputacional.

Agenda Econômica

  • 09:30 | EUA | Núcleo de Vendas no Varejo (Jun) — relevância alta
  • 09:30 | EUA | Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego — relevância alta
  • 09:30 | EUA | Índice de Atividade Industrial Fed Filadélfia (Jul) — relevância alta
  • 12:30 | EUA | GDPNow do Fed de Atlanta (Q2) — relevância média
  • 09:00 (Amanhã) | BR | IBC-Br (Mai) — relevância alta

A perspectiva para o dia é de volatilidade elevada durante a manhã, com o mercado processando a bateria de dados de varejo e emprego nos Estados Unidos às 09:30. Internamente, a oficialização do tarifaço de Trump e a promessa de reciprocidade pelo governo brasileiro devem tensionar as negociações de insumos americanos, tornando estratégica a busca por alternativas de suprimento. Operacionalmente, a queda no diesel internacional oferece um respiro tático, mas o caos logístico em Santos exige ações imediatas de contingência. Recomendamos o fechamento de câmbio pronto na abertura para aproveitar a PTAX estável de R$ 5,07, antes que os dados americanos gerem novos picos de oscilação no mercado spot.

Bom dia e bons negócios.


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