Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,1019 +0,22%
USD/BRL PTAX Venda R$ 5,0975 +0,49%
EUR/BRL Spot R$ 5,8325 -0,03%
DXY (Índice Dólar) 100,82 pts +0,09%

O encerramento da última sessão marcou o fim da sequência de alívio para o Real, com o dólar spot fechando em alta de 0,22% e rompendo a barreira psicológica e técnica dos R$ 5,10. A PTAX de venda acompanhou a pressão compradora, encerrando ontem a R$ 5,0975, refletindo um movimento preventivo do mercado antes da divulgação de dados de atividade industrial e o leve fortalecimento do dólar no cenário global (DXY). Para o diretor financeiro, o retorno do spot acima de R$ 5,10 eleva o custo de reposição imediata e sinaliza que a volatilidade local voltou a pesar mais que o fluxo externo. O Euro, por sua vez, encerrou em leve queda, oferecendo uma janela de equilíbrio tático para quem possui obrigações denominadas na moeda europeia, mas a tendência geral exige cautela na contratação de câmbio pronto na abertura dos negócios.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent 85,60 US$/barril +1,63%
Ouro 4.000,20 US$/oz +0,37%
Gás Natural 2,88 US$/MMBtu +0,66%
Diesel (Internacional) 3,96 US$/galão -1,73%

O fechamento do complexo energético ontem foi pautado pela alta expressiva de 1,63% no petróleo Brent, que encerrou a 85,60 dólares. A escalada foi impulsionada pela renovação do risco geopolítico no Mar Vermelho, com novas ameaças de bloqueio iraniano através das milícias Houthis. Por outro lado, o diesel internacional registrou queda de 1,73%, fechando a 3,96 dólares por galão, fator que deve mitigar, no curtíssimo prazo, a pressão sobre o frete rodoviário doméstico brasileiro. Para o comércio exterior, o avanço do Brent sinaliza que as transportadoras marítimas manterão ou elevarão as sobretaxas de combustível (fuel surcharge). Ouro e gás natural também encerraram em alta, confirmando um ambiente de busca por ativos de proteção e custo de energia industrial pressionado nas cadeias globais de suprimento.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
SELIC 14,25% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,57% +0,53%
VIX (Índice do Medo) 18,03 pts +7,77%

O ambiente de risco global apresentou forte deterioração no encerramento da última sessão, com o índice de volatilidade VIX saltando 7,77% para o patamar de 18,03 pontos. Os rendimentos das Treasuries de 10 anos subiram para 4,57%, refletindo a aversão ao risco diante das novas tensões comerciais e tarifárias entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic mantida em 14,25%, o carrego do Real permanece como um dos mais atrativos do mundo, mas o aumento sistêmico da volatilidade encarece o spread bancário para linhas de crédito externas e operações de hedge. Para diretores financeiros, o cenário exige prioridade absoluta na antecipação de operações de FINIMP para garantir custos antes de novos episódios de instabilidade que possam secar a liquidez ou elevar bruscamente as taxas de juros de longo prazo nos EUA.


Notícias do Dia

  • Tarifa de compliance social — Governo brasileiro admite que EUA aplicarão sobretaxa de 12,5% alegando falhas no combate ao trabalho forçado, somando-se ao tarifaço geral. Fonte ↗
  • Duplicatas escriturais — Banco Central institui novo sistema para aumentar concorrência bancária e reduzir juros na antecipação de recebíveis corporativos. Fonte ↗
  • NF-e de Serviços — Emissão passará a ser feita exclusivamente pelo portal do Governo Federal a partir de segunda-feira (20), exigindo adequação de TI. Fonte ↗
  • Despacho sobre águas — Estratégia de desembaraço aduaneiro durante o trânsito marítimo permite à GAC reduzir drasticamente tempo de entrega de veículos. Fonte ↗
  • Retaliação farmacêutica — Contra-ataque brasileiro às tarifas dos EUA pode incluir suspensão de patentes farmacêuticas e royalties de produtos audiovisuais americanos. Fonte ↗
  • São Sebastião direto — Novo acesso viário conecta porto diretamente à rodovia Tamoios para eliminar gargalos logísticos e oferecer alternativa a Santos. Fonte ↗
  • Mar Vermelho em alerta — Irã coloca milícias Houthis em prontidão para bloquear rotas estratégicas, ameaçando encarecer fretes globais e seguros de carga.
  • Custo no setor químico — Indústria projeta impacto extra anual de US$ 133 milhões com a implementação das novas tarifas de importação impostas pelos EUA. Fonte ↗
  • PIX no centro do alvo — Autoridades americanas utilizam a capilaridade do sistema PIX como argumento técnico para justificar barreiras tarifárias contra o Brasil. Fonte ↗
  • Fórmula Petrobras — Estatal altera composição de preços domésticos, mudando a dinâmica de reajustes para combustíveis e transportes terrestres. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Auditoria de Compliance ESG: A nova sobretaxa de 12,5% dos EUA por questões sociais exige revisão urgente de relatórios de sustentabilidade para evitar barreiras alfandegárias.

  • Spread Bancário: O novo sistema de duplicatas escriturais do Banco Central permitirá ao financeiro renegociar taxas de antecipação de recebíveis com maior poder de barganha.

  • Faturamento Logístico: A migração obrigatória da NF-e de Serviços para o portal federal na segunda-feira exige teste imediato de integração para evitar travas em pagamentos aduaneiros.

  • Eficiência Aduaneira: A adoção do despacho sobre águas consolida-se como diferencial para reduzir custos de armazenagem portuária e acelerar a entrada de novos estoques.

  • Seguro e Frete: O risco de bloqueio no Mar Vermelho exige revisão de contratos para prever o impacto de novas rotas pelo Cabo da Boa Esperança e taxas de risco de guerra.


Bastidores do Mercado

  • No bastidor, fala-se que o compliance da Faria Lima ligou o alerta máximo com o Banco Master após um repasse atípico de R$ 60 milhões para uma empresa com capital irrisório.
  • Mesa de operações comenta que a Oncoclínicas virou o alvo da vez do private equity, com a IG4 aproveitando os múltiplos baixos da Bolsa para um ataque direto.

Agenda Econômica

  • 08:00 | Brasil | IGP-10 - Índice de Inflação (Jul) — Antecipa pressões de custos no atacado e insumos industriais.
  • 09:00 | Brasil | IBC-Br (Mai) — Prévia do PIB; dita o ritmo do apetite por risco no mercado de câmbio local.
  • 10:15 | EUA | Produção Industrial (Jun) — Mede o fôlego da manufatura americana e demanda por insumos globais.
  • 11:00 | EUA | Confiança do Consumidor Michigan — Termômetro do gasto americano e balizador para as exportações brasileiras.
  • 20/07 | Brasil | Início da Obrigatoriedade da NF-e de Serviços no Portal Federal — Mudança operacional crítica.

A perspectiva para o dia é de volatilidade elevada, com o mercado processando os dados de atividade econômica no Brasil (IBC-Br) e a produção industrial nos Estados Unidos durante a manhã. O fechamento anterior com o dólar spot acima de R$ 5,10 e o salto no VIX sinalizam um ambiente defensivo, no qual o custo de proteção cambial e os spreads tendem a subir. Operacionalmente, a confirmação de novas tarifas por compliance social nos EUA e a ameaça de bloqueio no Mar Vermelho exigem que gestores de comércio exterior revisem imediatamente as margens de frete e custos de seguro. Recomendamos o fechamento de câmbio pronto para necessidades imediatas na abertura, aproveitando a liquidez antes da divulgação dos indicadores de Michigan às 11:00.

Bom dia e bons negócios.


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