Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,0131 -0,93%
PTAX Venda (Ref. 18/05) R$ 5,0093 -1,11%
EUR/BRL Spot R$ 5,8251 -0,80%
DXY (Índice Dólar) 99,24 pontos +0,27%

O encerramento da última sessão foi marcado por um movimento de alívio técnico para o Real, que conseguiu recuperar parte do terreno perdido no início da semana. O dólar spot fechou em R$ 5,0131, devolvendo a alta expressiva que havia levado a moeda para o patamar de R$ 5,06. Este recuo foi impulsionado por sinais de descompressão diplomática no Oriente Médio, o que reduziu a busca defensiva por moeda estrangeira no mercado doméstico. É importante notar que o Real se valorizou mesmo com o índice DXY subindo 0,27% no exterior, evidenciando que o ajuste foi predominantemente local após o excesso de volatilidade. Para o importador, a PTAX de venda encerrando a R$ 5,0093 confirma uma janela de custos mais civilizada para a liquidação de faturas imediatas, embora a barreira psicológica de R$ 5,00 continue sendo um suporte difícil de ser rompido definitivamente sem fatos novos.


Commodities

Commodity Preço Variação
Brent 111,02 US$/barril -0,96%
Ouro 4.542,40 US$/oz -0,22%
Gás Natural 3,06 US$/MMBtu +1,06%
Diesel (Internacional) 3,99 US$/galão -3,12%

No encerramento da última sessão, o petróleo Brent apresentou uma leve retração de 0,96%, mas ainda se sustenta em um patamar elevado, acima de 111 dólares por barril, o que mantém a pressão sobre os custos de Bunker e frete internacional. O destaque positivo para a logística brasileira foi a queda acentuada de 3,12% no preço do diesel no mercado internacional, fechando em 3,99 dólares por galão. Se essa tendência se mantiver, há margem para que as sobretaxas de combustível no transporte rodoviário e marítimo parem de subir no curto prazo. Por outro lado, o gás natural avançou 1,06%, sinalizando que o custo de energia para a indústria transformadora global continua em trajetória ascendente. O gestor de suprimentos deve monitorar o Brent com atenção, pois qualquer nova faísca geopolítica pode anular rapidamente esse recuo marginal e voltar a encarecer o custo CIF das mercadorias.


Juros e Risco

Indicador Taxa/Pontos Variação
SELIC 14,50% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,62% +0,61%
VIX (Índice do Medo) 18,03 pontos +1,18%

O ambiente de risco global encerrou a última sessão com um viés de maior cautela, refletido na alta de 0,61% nos rendimentos das Treasuries de 10 anos nos Estados Unidos. Esse movimento encarece o custo do capital global e exerce uma pressão estrutural de alta sobre o dólar. O índice VIX, conhecido como o índice do medo, subiu 1,18%, fechando em 18,03 pontos, o que indica que os investidores ainda não baixaram a guarda totalmente em relação aos conflitos no Irã. No Brasil, com a Selic mantida em 14,50%, o diferencial de juros continua sendo o principal fator de sustentação do Real, atraindo capital de curto prazo. Para o CFO, este cenário de juros americanos em alta exige uma revisão cuidadosa nas estratégias de financiamento de longo prazo, priorizando a antecipação de recebíveis ou linhas de ACC/ACE que permitam travar o custo financeiro antes de novas escaladas nos juros externos.


Notícias do Dia

  • Dólar recua para R$ 5,01 — Moeda reverteu o estresse geopolítico anterior após sinais de descompressão no Oriente Médio. Fonte ↗
  • Eficiência tributária no Comex — Planejamento estratégico com regimes especiais pode reduzir custos de importação em até 40%. Fonte ↗
  • Desoneração para indústria química — Programa aprovado reduz diretamente o custo de nacionalização de insumos críticos para o setor. Fonte ↗
  • Split payment e capital de giro — O novo modelo da Reforma Tributária exigirá gestão rigorosa de fluxo de caixa operacional. Fonte ↗
  • Tether e remessas corporativas — Investimento em plataformas de stablecoins sinaliza alternativa para reduzir taxas bancárias globais. Fonte ↗
  • Cotas de importação de óleo — Embate na CAMEX entre processadoras e setor de alimentos pressiona custos de matérias-primas. Fonte ↗
  • Fiscalização portuária intensificada — Operação da PF contra tráfico internacional deve aumentar rigor e tempo de desembaraço aduaneiro. Fonte ↗
  • Desaceleração na China — Crise imobiliária e geopolítica afetam prazos de entrega e custos de sourcing para importadores brasileiros. Fonte ↗
  • Expansão no Porto de Rio Grande — Investimento de R$ 700 milhões quadruplicará capacidade, oferecendo alternativa estratégica ao Sudeste. Fonte ↗
  • Blitz contra subfaturamento — Receita Federal foca no setor têxtil no Brás, endurecendo a fiscalização de valor aduaneiro e origem. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Aproveite a janela de R$ 5,01: O recuo do dólar abre uma oportunidade técnica de curto prazo; considere liquidar faturas com vencimento nos próximos 15 dias para aproveitar o respiro do câmbio antes dos dados de emprego nos EUA.

  • Margem de segurança logística: As novas operações da PF em portos como Santos e Paranaguá devem causar lentidão no desembaraço; adicione uma margem de 48h a 72h no seu planejamento de entrega para evitar multas contratuais.

  • Benefícios na indústria química: A aprovação da desoneração reduz o custo direto de nacionalização; CFOs do setor devem revisar imediatamente as alíquotas de suas NCMs para capturar o benefício no próximo desembaraço.

  • Rio Grande como rota de escape: O investimento massivo no terminal gaúcho cria uma alternativa viável ao Porto de Santos para o segundo semestre, permitindo diversificar o risco de gargalos operacionais no Sudeste.

  • Rigor documental extremo: A fiscalização intensificada contra o subfaturamento exige que toda a documentação de origem (Invoice e Packing List) esteja impecável para evitar o temido Canal Cinza.


Bastidores do Mercado

  • Comentam nos corredores que a troca de guarda no financeiro da XP Inc. pegou muita gente de surpresa; Gustavo Alejo assume a cadeira de CFO no lugar de Victor Mansur em um momento em que o mercado monitora de perto a eficiência operacional.
  • Ficou no radar que o salvador da Naskar após o sumiço bilionário ganhou nome: Douglas Silva de Oliveira, um jovem de 25 anos; o movimento deixou as mesas de compliance em alerta máximo sobre a real solidez do suporte financeiro.

Agenda Econômica

  • 09:15 | Estados Unidos | Variação semanal de empregos da ADP — Relevância: Termômetro do mercado de trabalho que dita a força global do dólar.
  • 15:00 (Amanhã) | Estados Unidos | Atas da Reunião do FOMC — Relevância: Principal catalisador para definir o custo do hedge cambial para o próximo mês.

O mercado hoje deve operar em busca de estabilidade após a correção de ontem, mas o viés continua sendo de cautela devido à agenda de empregos nos EUA às 09:15. O recuo do dólar para o patamar de R$ 5,01 oferece um alívio pontual que deve ser aproveitado para fechamentos urgentes, dado que as Treasuries americanas continuam subindo e podem atrair capital de volta para o porto seguro do dólar a qualquer momento. Operacionalmente, o foco deve estar na gestão de estoque e prazos, considerando o aumento das inspeções nos portos brasileiros. Recomendamos o uso de ordens de câmbio programadas para capturar flutuações intradia favoráveis.

Bom dia e bons negócios.


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