Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,0038 -1,08%
USD/BRL PTAX (Venda) R$ 5,0301 -0,15%
EUR/BRL Spot R$ 5,8131 -0,89%
DXY (Índice Dólar) 99,27 pts +0,16%

O encerramento da última sessão trouxe um forte movimento de correção e alívio para o Real, com o dólar spot fechando em queda de 1,08%, cotado a R$ 5,0038. Esse recuo expressivo foi motivado pelo otimismo global em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã, que entraram em fase final, reduzindo a busca por ativos de proteção. O movimento local ignorou a leve alta de 0,16% do índice DXY no exterior, mostrando que o Real estava excessivamente pressionado nos dias anteriores. Para o importador, a PTAX de venda encerrou a R$ 5,0301, refletindo um custo de liquidação marginalmente menor que a sessão anterior. No entanto, a manutenção do DXY em patamares elevados sugere que a força global da moeda americana ainda é um fator de resistência para quedas mais acentuadas do câmbio abaixo de R$ 5,00 no curto prazo.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent US$ 107,37 +2,24%
Gás Natural US$ 3,18 +5,86%
Diesel (Internacional) US$ 3,90 -1,16%
Ouro US$ 4.515,00 -0,36%

No encerramento da última sessão, o mercado de energia apresentou sinais divergentes. Enquanto o petróleo Brent subiu 2,24%, impulsionado por ajustes técnicos, o gás natural disparou 5,86%, indicando uma pressão inflacionária severa nos custos de energia para a indústria transformadora global. Em contrapartida, o diesel internacional recuou 1,16%, o que, somado à adesão da Petrobras ao programa de subvenção do governo, deve garantir uma estabilização temporária nos custos de frete rodoviário doméstico. O ouro caiu 0,36%, acompanhando a melhora no sentimento de risco diplomático. Para o gestor de comércio exterior, o aumento do Brent e do gás natural sinaliza que as sobretaxas de combustível (Bunker) e o custo de fabricação de componentes químicos e plásticos tendem a subir nos próximos embarques, exigindo atenção às planilhas de custo CIF.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
SELIC 14,50% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,57% -2,04%
VIX (Índice do Medo) 17,81 pts +2,12%

O ambiente de risco encerrou a última sessão com um alívio importante nos juros longos americanos, com a Treasury de 10 anos recuando 2,04% para o patamar de 4,57%. Esse movimento é fundamental para aliviar a pressão sobre moedas emergentes e baratear, na margem, o custo de linhas de crédito internacionais. No entanto, o índice VIX subiu 2,12%, fechando em 17,81 pontos, o que demonstra que os investidores ainda mantêm cautela diante da volatilidade geopolítica. No Brasil, a Selic mantida em 14,50% continua sendo o principal fator de atratividade para o carry trade, ajudando a sustentar a valorização do Real vista ontem. Para o CFO, a queda nos juros americanos abre uma janela para renegociar taxas de FINIMP ou estruturar antecipações de recebíveis com custos financeiros levemente mais favoráveis para as operações de junho.


Notícias do Dia

  • Negociações EUA-Irã — Diálogo entra em fase final e traz otimismo diplomático que pode reduzir drasticamente o prêmio de risco do petróleo e do dólar. Fonte ↗
  • Adoção de Stablecoins — Empresas brasileiras aceleram uso de dólar digital para reduzir spreads bancários e agilizar remessas internacionais de serviços. Fonte ↗
  • Reforma Tributária e ERPs — Mudança na lógica de créditos na importação exige adaptação tecnológica imediata nos sistemas para evitar bitributação em 2026. Fonte ↗
  • Contração na Zona do Euro — Atividade econômica cai no ritmo mais rápido em dois anos, enfraquecendo fornecedores europeus e abrindo espaço para renegociação FOB. Fonte ↗
  • Tarifas de Trump — Protecionismo americano força a reconfiguração global de rotas de suprimento (friend-shoring) para evitar custos em cascata. Fonte ↗
  • Subsídio ao Diesel — Petrobras adere oficialmente ao programa do governo para conter volatilidade nos combustíveis e garantir estabilidade no frete interno. Fonte ↗
  • Gargalo em Rio Grande — Protesto de trabalhadores portuários contra mudanças legislativas ameaça fluxo de cargas e pode gerar custos extras de demurrage. Fonte ↗
  • Acordo Brasil-EUA — Discussão sobre fim de sobretaxas técnicas sinaliza ambiente futuro favorável para importação de bens de capital americanos. Fonte ↗
  • Defesa Comercial em Pneus — Indústria nacional pressiona governo por medidas contra importados, o que pode elevar alíquotas de I.I. para o setor automotivo. Fonte ↗
  • Dólar 2026 — Mercado financeiro revisa projeções e aponta patamares estruturalmente mais elevados para a moeda americana nos próximos anos. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Gestão de Seguro Marítimo: A possível resolução diplomática no Oriente Médio reduz a necessidade de taxas de risco de guerra (War Risk); revise seus contratos de seguro e frete marítimo.

  • Eficiência em Remessas: O uso de stablecoins para pagamentos de serviços internacionais surge como alternativa para reduzir o custo total de remessa e agilizar o fluxo de caixa.

  • Negociação com Europa: A contração do setor fabril na Europa enfraquece o poder de barganha dos exportadores locais; aproveite para renegociar preços FOB com fornecedores da UE.

  • Previsibilidade Logística: A adesão da Petrobras ao subsídio garante previsibilidade no frete rodoviário interno (last mile) pelas próximas semanas, facilitando o cálculo de custo de nacionalização.

  • Contingência Portuária: Paralisações em Rio Grande exigem o desvio preventivo de cargas críticas para terminais de Santa Catarina para evitar custos inesperados de demurrage e armazenagem.


Bastidores do Mercado

  • Circula no mercado que a integração da Azzas degringolou para uma disputa de poder entre os fundadores de Arezzo e Soma; o clima entre os clãs Birman e Jatahy escalou para o campo jurídico e o mercado já se pergunta se a fusão bilionária não acabará em divórcio.
  • Mesa de operações comenta que o bilionário que prometeu salvar a Naskar morava em uma kitnet de estudantes até pouco tempo atrás; a revelação destruiu a credibilidade do resgate da fintech e colocou as áreas de compliance em alerta máximo com o que parece ser uma manobra para ganhar tempo.

Agenda Econômica

  • 09:30 | EUA | Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego — Alta Relevância
  • 09:30 | EUA | Índice de Atividade Industrial Fed Filadélfia (Mai) — Alta Relevância
  • 10:45 | EUA | PMI Industrial e de Serviços (Mai) — Alta Relevância
  • 17:30 | EUA | Balanço Patrimonial do Federal Reserve — Alta Relevância
  • 16:30 | Brasil | BRL – Posições de especuladores (Sexta-feira) — Média Relevância

O cenário para hoje é de cautela após a recuperação de ontem, com o mercado operando em compasso de espera pela bateria de dados de PMI e emprego nos Estados Unidos a partir das 09:30. A queda nas Treasuries oferece um respiro para o câmbio, mas a disparada do gás natural e a alta do Brent mantêm a pressão sobre os custos de frete e produção. Operacionalmente, a atenção deve se voltar para os gargalos portuários em Rio Grande e para a atualização tributária exigida pela Reforma. Recomendamos aproveitar a volta do dólar spot para a casa de R$ 5,00 para liquidar obrigações urgentes, monitorando a volatilidade que os discursos e dados americanos trarão ao longo da manhã.

Bom dia e bons negócios.


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