Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL PTAX (Venda) R$ 5,0077 -0,45%
USD/BRL Spot R$ 5,0009 -0,22%
EUR/BRL Spot R$ 5,8017 -0,33%
DXY (Índice Dólar) 99,36 pontos +0,18%

O encerramento da última sessão consolidou um movimento de valorização do Real, com o dólar spot fechando no limite do suporte psicológico de R$ 5,00. A queda de 0,22% no spot e de 0,45% na PTAX de venda reflete um ajuste técnico local que ignora a força global da moeda americana, visto que o índice DXY subiu 0,18% no exterior. Para o importador, a PTAX a R$ 5,0077 oferece uma janela de custos mais favorável para a liquidação de obrigações imediatas. No entanto, o euro também recuou 0,33%, indicando que a melhora do Real é generalizada frente às principais moedas. O mercado opera agora em compasso de espera por dados de inflação americanos, e a manutenção do DXY em patamares elevados sugere que qualquer surpresa negativa nos juros externos pode forçar o dólar spot de volta para cima dos R$ 5,05 rapidamente. Para o CFO, o momento é de aproveitar o "vale" de preço para fechar contratos de curto prazo, dado que o suporte de R$ 5,00 tem se mostrado resiliente e difícil de ser rompido de forma sustentada.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent 105,50 US$/barril +2,85%
Ouro 4.516,30 US$/oz -0,52%
Gás Natural 3,13 US$/MMBtu +3,84%
Diesel (Internacional) 3,83 US$/galão -0,04%

No encerramento da última sessão, o setor de energia apresentou uma escalada preocupante de custos. O petróleo Brent saltou 2,85% e o gás natural disparou 3,84%, impulsionados pela percepção de escassez e aumento dos riscos de trânsito marítimo após novos desdobramentos no Oriente Médio. Para o gestor de comércio exterior, esse movimento sinaliza pressão direta nas sobretaxas de combustível (Bunker) e no custo de produção de insumos industriais, especialmente plásticos e químicos dependentes de gás. O diesel internacional permaneceu estável com leve queda de 0,04%, o que garante uma breve trégua no frete rodoviário doméstico, mas o alerta de alta de 30% nos fertilizantes coloca o custo de nacionalização de defensivos e químicos em trajetória de subida. O ouro caiu 0,52%, indicando que, apesar do risco geopolítico, o capital está buscando liquidez no dólar e nos títulos americanos em vez de metais preciosos.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
SELIC 14,50% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,59% +0,31%
Índice VIX 17,00 pontos +1,43%

O ambiente de risco encerrou a última sessão com um viés de maior aperto nas condições financeiras globais. O rendimento da Treasury de 10 anos subiu para 4,59%, o que encarece estruturalmente as linhas de crédito internacional e o financiamento de importações via FINIMP. O índice VIX subiu 1,43%, fixando-se em 17 pontos, refletindo uma volatilidade controlada, mas crescente, diante das incertezas geopolíticas. No Brasil, a Selic mantida em 14,50% continua sendo o principal suporte para a valorização do Real via diferencial de juros, atraindo capital de curto prazo que ajuda a segurar o dólar no patamar de R$ 5,00. Para o CFO, o custo do hedge cambial tende a subir conforme o VIX avança, exigindo maior precisão no timing de contratação de derivativos para proteção de margem em contratos de longo prazo.


Notícias do Dia

  • Taxa das Blusinhas — Fazenda sinaliza que pode avaliar a retomada da taxa de US$ 50 se o impacto fiscal persistir no orçamento. Fonte ↗
  • Reforma Tributária — Mudança operacional exigirá novo preenchimento de nota fiscal com destaque obrigatório para IBS e CBS na importação. Fonte ↗
  • Incentivo no Rio — Governo do Rio de Janeiro sanciona regime tributário diferenciado para atrair operações de comércio exterior para portos locais. Fonte ↗
  • Choque Químico — Guerra no Irã pode encarecer fertilizantes e insumos químicos em 30% e pressionar custos de produção no Brasil. Fonte ↗
  • Custo Brasil — Relatório indica que ineficiências logísticas e custos invisíveis de desembaraço consomem até 15% da produção industrial brasileira.
  • Combustível Aéreo — Abear defende prorrogação da isenção de PIS/Cofins sobre combustível de aviação para conter alta no frete aéreo internacional. Fonte ↗
  • Infraestrutura Portuária — Porto brasileiro recebe investimento de R$ 1,1 bilhão para ampliar cais e operar três navios New Panamax simultaneamente. Fonte ↗
  • Gargalo em Santos — Receita Federal intensifica rigor em inspeções e escaneamento de cargas no Porto de Santos devido a conflitos de segurança. Fonte ↗
  • Semicondutores — Tensões em Taiwan e dependência da China colocam cadeias de suprimento de componentes eletrônicos em alerta global. Fonte ↗
  • Capital Chinês — Avanço do capital chinês na indústria automotiva ocidental altera o mapa global de sourcing para máquinas e autopeças. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Gestão de Remessas: A declaração da Fazenda sobre a taxa de US$ 50 exige que empresas de courier e remessas expressas provisionem o retorno da alíquota de 20% para não serem pegas sem caixa.

  • Eficiência Fiscal: O novo regime tributário fluminense abre uma janela para simular a migração de fluxos logísticos visando reduzir o custo de ICMS na entrada da mercadoria.

  • Lead Time Portuário: O aumento do rigor fiscal em Santos deve ampliar o lead time de desembaraço em 48h a 72h; ajuste seu planejamento de estoque de segurança e evite demurrages evitáveis.

  • Sourcing de Químicos: A projeção de alta de 30% nos fertilizantes e químicos demanda a busca imediata por fornecedores alternativos fora da zona de conflito no Irã para garantir a margem bruta.


Bastidores do Mercado

  • Mesa de operações comenta que a onda de choque do Banco Master atingiu em cheio o BRB; a conversa em Brasília é que a vice-governadora Celina Leão tenta manobrar uma carteira de R$ 9 bilhões para estancar o rombo deixado pelas operações de Vorcaro.
  • Quem está no dia a dia diz que a porto-riquenha Evertec abriu o talão de cheques e pagou R$ 28 milhões pela BBChain; o movimento é uma jogada estratégica para dominar a infraestrutura de ativos digitais no Brasil, ganhando terreno onde os grandes bancos tradicionais ainda patinam.

Agenda Econômica

  • 11:00 | Estados Unidos | Expectativas de Inflação Michigan (Mai) — alta relevância
  • 11:00 | Estados Unidos | Confiança do Consumidor Michigan - Final (Mai) — média relevância
  • 16:30 | Brasil | Posições líquidas de especuladores (CFTC) — alta relevância para abertura de segunda

O cenário para hoje é de monitoramento estrito do suporte de R$ 5,00 para o dólar spot. A bateria de dados de Michigan às 11:00 será o fiel da balança para definir se o Real sustenta os ganhos recentes ou se a força das Treasuries americanas forçará uma nova desvalorização. No campo operacional, as atenções devem se voltar para a parametrização dos ERPs diante das novas regras da Reforma Tributária e para a análise de viabilidade logística via Rio de Janeiro. Recomendamos cautela no fechamento de câmbio longo, priorizando a liquidação de obrigações imediatas enquanto o dólar opera próximo à mínima do mês.

Bom dia e bons negócios.


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