Câmbio e Moedas

Indicador Valor Variação
USD/BRL Spot R$ 5,0322 -0,80%
PTAX Venda R$ 5,0517 -0,12%
EUR/BRL Spot R$ 5,8598 -0,50%
DXY Index 99,09 pts +0,07%

O encerramento da última sessão consolidou um alívio expressivo para as operações de importação no Brasil. O dólar spot fechou em R$ 5,0322, uma queda robusta de 0,80% que rompeu a inércia de alta vista no início da semana. O principal catalisador foi a distensão geopolítica no Oriente Médio, após relatos de um acordo preliminar entre Washington e Teerã. Note que este movimento do Real foi contracíclico em relação ao DXY, que encerrou em leve alta de 0,07%, sinalizando que o prêmio de risco doméstico foi o grande responsável pela valorização da nossa moeda. Para o gestor financeiro, a PTAX de venda a R$ 5,0517 ainda reflete a volatilidade acumulada, mas o fechamento do spot sugere uma abertura de mercado hoje com viés de baixa, abrindo uma janela tática para liquidações de curto prazo.


Commodities

Indicador Valor Variação
Petróleo Brent 91,17 US$/bl -2,71%
Diesel Int. 3,53 US$/gal -2,50%
Gás Natural 3,33 US$/MMBtu +1,31%
Ouro 4.557,40 US$/oz +1,29%

No encerramento da última sessão, o mercado de energia apresentou uma correção robusta e favorável à estrutura de custos logísticos. O Brent desabou 2,71%, fechando na casa dos 91 dólares, o que deve aliviar as pressões sobre o Bunker Surcharge nas próximas janelas de embarque. Contudo, essa melhora no frete internacional contrasta com o aumento da gasolina anunciado pela Petrobras no mercado interno, pressionando o custo do last mile. O ouro, ao fechar em alta de 1,29%, sinaliza que parte do mercado ainda mantém posições defensivas contra a inflação global. Para o gestor de suprimentos, a alta do gás natural em 1,31% é o ponto de atenção, pois mantém elevado o custo de produção de insumos químicos e derivados na origem.


Juros e Risco

Indicador Valor Variação
SELIC 14,50% a.a. Estável
US Treasury 10Y 4,46% -0,58%
VIX (Volatilidade) 15,84 pts +0,64%

O cenário de juros encerrou a última sessão com uma sinalização positiva para o custo de capital das empresas importadoras. O rendimento das Treasuries americanas de 10 anos recuou para 4,46%, reagindo à queda inesperada nos pedidos de bens de capital nos EUA. Este movimento sugere um desaquecimento da economia americana, o que pode antecipar o ciclo de queda de juros pelo Fed. Para o CFO, este recuo nas taxas longas lá fora reduz o custo financeiro total de linhas como FINIMP e ACC. No Brasil, com a Selic estagnada em 14,50%, o diferencial de juros continua atraindo fluxo de carry trade, o que dá suporte adicional ao Real. O índice VIX encerrou com leve alta de 0,64%, mas permanece em níveis que indicam uma volatilidade estrutural sob controle para a contratação de derivativos de hedge.


Notícias do Dia

  • Dólar cai para R$ 5,03 — A sinalização de trégua no Oriente Médio reverte a tendência de alta dos últimos dias; é o momento técnico para liquidar faturas de curto prazo. Fonte ↗
  • Dona da Brastemp deixa Argentina e investe em SP — A Whirlpool consolidará produção no Brasil após sair do mercado vizinho, alterando o fluxo de sourcing regional para componentes. Fonte ↗
  • Início da taxação de 20% em remessas internacionais — A cobrança efetiva entra em vigor e impacta diretamente o custo de amostras e prototipagem via courier. Fonte ↗
  • Arrecadação com IOF em remessas salta 29,5% — Mudanças regulatórias elevam o peso tributário sobre o fluxo financeiro internacional das empresas. Fonte ↗
  • Petrobras eleva preço da gasolina — O reajuste pressiona os custos de frete rodoviário de última milha, exigindo revisão imediata de tabelas logísticas. Fonte ↗
  • Brasil diversifica importação de trigo fora da Argentina — Projeções para 2026 indicam maior dependência de origens globais, exigindo novos estudos de logística extra-Mercosul. Fonte ↗
  • Queda nos pedidos de bens de capital nos EUA — A retração na indústria americana pode gerar excesso de oferta e preços FOB mais competitivos para Capex. Fonte ↗
  • Avança arbitragem tributária e aduaneira — Nova regulamentação promete acelerar a solução de conflitos na importação, reduzindo custos judiciais. Fonte ↗
  • Investimentos em logística e navegação em Manaus — Obras de infraestrutura na ZFM visam reduzir tempo de trânsito e custos de armazenagem na região. Fonte ↗
  • Custo de insumos agrícolas opera 20% acima da média — Gestores devem antecipar a contratação de suprimentos e linhas de ACC para evitar novas altas. Fonte ↗

O Que Muda Para Você

  • Janela de Câmbio: A queda do dólar spot para R$ 5,03 oferece uma oportunidade tática para liquidar obrigações e travar o câmbio de importações previstas para o próximo mês.

  • Revisão de Sourcing: A saída da Whirlpool da Argentina e investimento em SP exige reavaliação regional; considere componentes nacionais em substituição aos argentinos para evitar o risco de suprimento.

  • Custo de Remessa: O início da taxação de 20% sobre pequenas remessas e a alta do IOF elevam o custo direto de prototipagem; revise imediatamente o orçamento de courier do departamento técnico.

  • Oportunidade de CAPEX: A retração industrial nos EUA pode gerar excesso de oferta de máquinas; excelente momento para negociar preços FOB e prazos de pagamento em equipamentos americanos via FINIMP.

  • Gestão de Frete: O reajuste da gasolina pela Petrobras impactará o last mile; renegocie contratos de transporte doméstico de contêineres para evitar repasses unilaterais de transportadoras.


Bastidores do Mercado

  • Mesa de operações comenta que a chapa voltou a esquentar para o Banco Master: a Polícia Federal retomou as negociações de delação premiada com Daniel Vorcaro, e o burburinho na Faria Lima é que o banqueiro pode entregar detalhes que vão muito além dos uísques e aportes estaduais, atingindo em cheio o coração de Brasília.
  • Ficou no radar a manobra de bastidor do consórcio Livorno e da Equatorial na disputa pela Copasa; a estratégia foi montada cirurgicamente para blindar o caixa da Aegea e da Sabesp, mostrando que o apetite por ativos de saneamento em Minas Gerais agora exige uma engenharia financeira muito mais sofisticada para não assustar o mercado.

Agenda Econômica

  • 08:30 | Brasil | Dívida Bruta/PIB (Abr) — relevância alta
  • 09:00 | Brasil | PIB do Brasil (Anual e Trimestral) (Q1) — relevância alta
  • 09:30 | EUA | Balança Comercial de Bens (Abr) — relevância média
  • 10:45 | EUA | PMI de Chicago (Mai) — relevância média
  • 16:30 | Brasil | Posições líquidas de especuladores (CFTC) — relevância média

O cenário para hoje é de volatilidade concentrada na divulgação dos dados do PIB brasileiro às 09:00, que deve ditar o humor do mercado doméstico antes do fechamento semanal. O dólar spot inicia a sessão com viés de estabilidade técnica após a forte queda de ontem, encontrando suporte importante na casa de R$ 5,03. No front internacional, os discursos de membros do Fed ao longo do dia exigem atenção, pois qualquer sinalização austera pode fortalecer o DXY e pressionar o Real. Recomendamos aproveitar o recuo simultâneo do câmbio e do petróleo Brent para fechar câmbio pronto e revisar custos de logística, mantendo cautela com o novo ônus tributário de IOF e taxas de importação já em vigor.

Bom dia e bons negócios.


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